Haddad, Rui Falcão e Emídio confirmam presença na Conferência sobre as eleições 2016 no dia 24 e 25 de junho

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O Diretório Municipal do PT-SP  realizará nos dias 24 e 25 de junho, a Conferência sobre Tática Eleitoral - 2016. A atividade acontecerá na Uninove Vergueiro e tem como objetivo debater as eleições deste ano com os dirigentes municipais, zonais e membros dos setoriais do Partido dos Trabalhadores.

O ato de abertura da Conferência Eleitoral acontecerá a partir das 18 horas, no dia 24 de junho, sexta-feira e será aberto para participação de toda militância petista e simpatizantes. Também está previsto para o dia a homenagem a 1ª Bancada de vereadores e vereadoras do PT da cidade de São Paulo.

Para o dia 25 de junho, sábado, a programação da Conferência prevê a apresentação do Documento Base; realização de Grupos de Discussão; a votação das emendas e aprovação do Documento Final.

São delegados e delegadas para Conferência Eleitoral com direito a voz e voto no dia 25, os membros da Direção Municipal; das 37 Direções Zonais; das secretarias setoriais do Diretório Municipal; os membros das Coordenações de Setoriais, devidamente formalizados e em funcionamento, sendo no máximo cinco membros por setorial e que tenha realizado no mínimo uma reunião nos últimos seis meses; e um representante de cada Núcleo do PT devidamente formalizado e em funcionamento.

"O partido conta com a unidade e determinação da militância para reelegermos o prefeito Fernando Haddad. Essa campanha também exigirá da militância preparação para dialogar sobre o golpe na democracia com o processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef. Contamos com a participação e engajamento da militância para juntos fazermos com sucesso a campanha de 2016", afirma Paulo Fiorilo, presidente do Diretório Municipal do PT-SP.

 

Conferência Eleitoral

Tema: Tática eleitoral para as Eleições Municipais 2016

Dias: 24 e 25 de Junho

Local: Auditório da Uninove Vergueiro

End: Rua Vergueiro, 235/249 – Liberdade –

Próximo ao Metrô São Joaquim

 

Credenciamento 

Quinta-feira (23) - das 16 às 19h - na sede do Diretório Municipal do PT-SP

(Rua Asdrúbal do Nascimento, 226).

Sexta-feira (24) - das 18h às 21h - na Uninove Vergueiro

(Rua Vergueiro, 235/249 - Liberdade).

Sábado (25) - das 9h às 12h - na Uninove Vergueiro

 (Rua Vergueiro, 235/249 - Liberdade).

Programação:

 

Dia 24 de Junho, sexta-feira – às 18h

  • Ato Político de Abertura;
  • Homenagem a 1ª Bancada de Vereadores e Vereadoras do PT da Cidade de São Paulo;
  • Aprovação do Regimento Interno;

 

Dia 25 de Junho, sábado – às 9h

  • Apresentação do Documento Base;
  • Grupos de Discussão;
  • Votação das Emendas;
  • Aprovação do Documento Final;

Veja o texto base para Conferência Eleitoral na íntegra:

 

 

Texto Aprovado pela COMISSÃO EXECUTIVA MUNICIPAL em 13/06/2016

 A eleição Municipal deste ano de 2016 será uma das mais difíceis que o Partido dos Trabalhadores – PT enfrentará, dada a complexidade da atual conjuntura.  O país está em um processo de golpe atípico, guiado dentro da ilusão de cumprimentos das normas constitucionais – como o devido processo legal.

 Este golpe latino-americano, diferente dos golpes ocorridos nas décadas de 60/70, envolve setores conservadores do Judiciário, do Parlamento e da grande mídia nacional. Destaca-se, ainda que um dos maiores complicadores deste processo de derrubada - do governo legitimamente eleito com mais de 54 milhões de votos - é que ele só foi possível pelo fato de o Poder Judiciário ter sido o seu avaliador e um dos seus principais protagonistas.

 Por outro lado, as nossas principais lideranças - Lula e Dilma - sofrem um grande bombardeiro midiático diário numa campanha difamatória nunca vista na história recente do país. A campanha difamadora é avalizada pelo Judiciário que tem negado fornecer os direitos de respostas e de contraditório previstos na Constituição e em lei específica.

 O diretório nacional, em sua resolução, sobre eleição aprovou como absoluta prioridade do PT nas próximas eleições, a cidade de São Paulo, dado o seu sentido simbólico e estratégico. Portanto, temos como objetivo central vencer a eleição municipal reelegendo nosso prefeito e uma grande bancada parlamentar.

 Para isso, temos que criar condições para ampliar nossa base de apoio nos movimentos sociais, na intelectualidade e nos diversos setores da sociedade paulistana que estão comprometidos com o processo de transformações políticas, sociais e culturais implementadas pela gestão do nosso prefeito Haddad.

 No entanto, devemos ter sempre em mente que esta campanha terá um caráter de enfrentamento, entre o campo progressista e os setores favoráveis ao golpe, interessados em ganhar a eleição na cidade para deter os avanços sociais conquistados pela população em nossa gestão, bem como impedir qualquer reação futura do nosso partido nacionalmente. 

 Não podemos permitir que a cidade de São Paulo, que avançou tanto com nosso governo, caia nas mãos da direita reacionária e golpista, ávida por defender seus próprios interesses.

 Para frearmos esta tentativa, devemos promover um elevado grau de unidade interna e instruir, capacitar a militância para responder aos ataques da oposição, mantendo uma postura ofensiva e não defensiva.

 Assim, é possível e necessário que aproveitemos o processo eleitoral para mobilizar a militância e a sociedade contra o golpe. Os milhares de comitês de candidatos podem, também, transformar-se em espaços de mobilização, resistência, denunciando o golpe instalado no país.

 Temos como instrumento de luta as ações positivas de nosso o governo que vem cumprindo todas suas promessas de campanha. Nosso prefeito é respeitado internacionalmente, a cidade de São Paulo já é conhecida como a mais inteligente do Brasil devido às medidas realizadas na área de mobilidade, urbanismo, tecnologia, inovação, empreendorismo entre outras.  Tais ações vêm ao encontro do compromisso de reorganizar a cidade em beneficio da maioria dos paulistanos.

 Entendemos que o nosso governo conseguiu evoluir muito, em todas as áreas da cidade. Para corresponder a essa evolução e diante do quadro conjuntural será necessário criar um programa de governo que dialogue com todos os setores progressistas e sociais da cidade e que tenha como objetivo principal transformar São Paulo numa metrópole solidária, inclusiva e garantidora de direitos sociais.

  Para conquistar nossa vitória e apoio político para governar e tirarmos do papel nossas propostas devemos, desde o início, dialogar conjuntamente a elaboração do nosso programa de governo com os partidos aliados.

 Neste sentido, nossa política de aliança deve ser construída com base programática abrangendo partidos, setores partidários e personalidades que se posicionaram contra o golpe e tenham compromisso com a democracia e na denúncia da ilegitimidade do governo provisório Temer.

  Nossa campanha deve ter um sentido amplo de enraizamento social e mobilização coletiva, valorizando nossa militância partidária. Desta forma, para entramos fortes na disputa é fundamental o fortalecimento das instâncias zonais, valorizando a base social do nosso partido.

 O PT na cidade de São Paulo tem grande presença nos movimentos sociais, populares e sindicais, hoje temos mais de 130 mil filiados divididos nos 37 diretórios zonais.  Com toda essa capilaridade na cidade, cada diretório zonal deve apresentar quais são as metas mínimas de atuação que nosso governo pode atingir - ainda - para ampliar nossa atuação nos bairros, bem como um plano de lutas para responder aos ataques rasteiros que os adversários desfecham contra nosso partido.

 Devemos também criar espaços de mobilização permanente entre todos os diretórios zonais, para isso defendemos desde já a criação de comitês regionais, como espaço para a militância discutir iniciativas conjuntas de plano de lutas, bem como a coordenação da campanha na região.

 Podemos já prever que em razão da postura conservadora do Poder Judiciário, que a campanha de reeleição do nosso prefeito Haddad será judicializada com pouco êxito nas demandas judiciais de direito de respostas.

 Da mesma forma, não podemos cair na armadilha da mídia golpista, que continuará mantendo uma cobertura parcial e negativa de nosso governo e tentará nacionalizar a campanha municipal, ampliando sua ofensiva de ódio e intolerância contra o PT.  Devemos combinar a defesa da democracia, contra o golpe, com uma ampla campanha nas redes sociais de divulgação de nossas realizações e das propostas do novo programa de governo.

 Reconhecemos também que a luta encampada pelas mulheres revive e recria problemáticas que parecem não estar superadas. Assim, o debate sobre o empoderamento e a autonomia da mulher necessita de realização cotidiana em diversas temáticas, tais como no campo econômico, profissional, dentre outros.

 Mas não apenas nos aspectos materiais, o debate deve ser encampado, há ainda a questão da violência doméstica contra as mulheres, a mentalidade sexista, a cultura do estupro. Enfim, uma cultura patriarcal e machista que impõe a mulher um padrão com diversas responsabilidades sociais, mas sem nenhum empoderamento.

 Portanto, as mulheres devem exercer maior protagonismo na campanha, apresentando e debatendo programas e projetos com visão holística e atual que possam resultar em mais igualdade de gênero.

 Por fim, deve ser destacado que nesta campanha a juventude do PT terá um papel fundamental na elaboração de propostas e na realização de atividades que agreguem um grande leque de jovens progressista em nossa campanha.

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