Haddad vai dobrar número de beneficiários no Braços Abertos

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Em coletiva, prefeito também negou higienização em São Paulo e anunciou decreto para atender população de rua

 
 


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, convocou uma coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (16) para anunciar medidas para atendimento à população de rua.

Na ocasião, Haddad anunciou que espera até o final do ano dobrar número de beneficiários no Braços Abertos, programa da administração municipal que busca fazer o resgate social dos usuários de crack por meio de trabalho remunerado, alimentação e moradia digna, com orientação de intervenção não violenta. O prefeito destacou que espera abrir 500 novas vagas e levar o programa para outras regiões.

O resultado do programa foi destacado pelo prefeito que ainda lembrou do recente reconhecimento internacional. “A população da Cracolândia frequentou este gabinete e construiu o Programa Braços Abertos. Ontem uma organização internacional, a Open Society, publicou os resultados do programa no jornal ‘O Globo’. Basta ler a matéria para verificar o êxito do programa, que foi criticado por tanto tempo”, disse.

Haddad anunciou também que publicará, no máximo no próximo sábado (18), um decreto em que estabelece regras e protocolos criteriosos de como os agentes públicos municipais devem agir com a população de rua. “Um decreto claro pode ajudar àqueles que estão servindo a cidade a respeitar os limites impostos pela nossa visão de Direitos Humanos”, explicou. 

De acordo com o prefeito, o decreto já está pronto - só aguarda parecer do Ministério Público e da Defensoria Pública - e estabelece a divulgação prévia das ações de zeladoria urbana, a proibição de retirada pela Guarda Municipal de objetos e bens pessoais e instrumentos de trabalho, além da formação dos agentes da cidade para esse tipo de atuação e abordagem.

“A gente vai avançar em transparência, previsibilidade e regras. As subprefeituras a partir de agora têm um dever de transparência ativa, deve divulgar previamente onde ocorrerão as ações de zeladoria. Deve-se deixar claro ao morador de rua o que está acontecendo, o que pode e o que não pode ser levado”, afirmou o prefeito.

Segundo Haddad, o decreto pode ser alterado, caso na prática se mostre insuficiente.

Falando sobre a ação para minimizar os efeitos das baixas temperaturas, Haddad anunciou que a prefeitura vai instalar quatro tendas emergenciais na região central da cidade e na Mooca, com 250 vagas cada.

Ao explicar que as tendas vão contar com equipe médica e espaço para os animais domésticos, a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, frisou que o objetivo da ação é criar um espaço temporário, transitório, onde as pessoas se sintam mais à vontade para entrar por conta própria. A secretária reconheceu falhas “pontuais” nos centros de acolhida da capital, como problemas de higiene.

No final da coletiva, ao responder pergunta, Haddad negou higienização em São Paulo. Ele lembrou que em 2012, quando ainda não era prefeito, viu morador de rua sendo acordado às 5h da manhã com jato de água. "Isso não acontece hoje", frisou. Ele destacou que sua gestão suprimiu as grades que administrações anteriores tinham colocado embaixo de viadutos evitando, assim, que pessoas dormissem ali.

 Fonte:  Cláudio Motta Jr | Linha Direta

 
 

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