Haddad: A gente quer acabar com a pobreza. Eles querem acabar com os pobres

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Prefeito participou do de debate sobre transdisciplinaridade na educação em SP e falou sobre a situação do país

 
 


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, participou, na noite desta sexta-feira (22), na Uninove da Barra Funda, do debate “Educação e Transdisciplinaridade”, com o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, o escritor Ferréz, a vice-prefeita e secretária de Educação de São Paulo, Nádia Campeão, o ex-secretário de Educação, Gabriel Chalita, e diretora da Escola Municipal Epitácio Pessoa, Maria Claudia Fernandes.

Mediado pelo deputado Vicente Cândido, que tem coordenado a elaboração do programa de governo que o PT vai apresentar na cidade de São Paulo, o debate buscou discutir propostas para obter avanços na área educacional durante uma era de retirada de direitos.

Ao começar sua fala, Haddad avaliou que o Brasil tem passado por uma devastação. Ele argumenta que setores da sociedade não aceitam os avanços obtidos durante a última década e promovem uma campanha contra a presidenta e contra o Partido dos Trabalhadores. “A verdade é que isto começou a incomodar muito", disse.

Segundo Haddad, a situação está tão complicada que alguns políticos estão perdendo o “pudor” de fazer determinadas comentários ou propostas. "Ninguém mais tem pudor de defender a barbaridade`, frisou. O prefeito aproveitou para se referir a um possível postulante ao cargo de prefeito que, na última semana, defendeu a privatização de faixas exclusivas de ônibus, parques municipais, Estádio do Pacaembu e da autódromo de Interlagos. “A hora da verdade é o pão na mesa, é o filho na escola e a mãe sendo atendida na UBS. Não tem Datafolha que sustente uma enganação, falando que está tudo bem”, afirmou, referindo-se da recente manipulação pró-Temer feita pelo instituto de pesquisa.

Haddad relatou que tem ouvido de muitos paulistanos o sentimento de medo, pois, segundo eles, está acontecendo um recrudescimento da violência na periferia. “É mulher apanhando, negro apanhando, LGBT apanhando", contou.

"Isso aqui é Casa-Grande e senzala desde sempre", ressaltou.

Durante sua explanação, Haddad listou conquistas que a área da educação teve durantes os governo do PT, como a criação do FUNDEB e a implantação do piso nacional para professores, e criticou a disparidade no ensino superior entre instituições privadas e públicas. "Engraçado no Brasil: escola privada de pobre e escola pública de rico", ironizou.

O prefeito avaliou que o país precisava de um ajuste econômico que, na sua visão, deveria recair sobre quem pode pagar. "É mesquinharia o que está acontecendo no Brasil", enfatizou. Ao mostrar diferença entre os pensamentos, Haddad destacou: "a gente quer acabar com a pobreza. Eles querem acabar com os pobres".

Haddad também anunciou que sua gestão vai ampliar o ensino superior para 42 unidades dos CEUs e que essa semana a prefeitura municipalizou uma área no fundão da M´Boi Mirim, na beira da Guarapiranga, que será transformada num parque municipal que contará com um Centro Cultural, uma Escola de Esportes Náuticos, além da área de lazer.

Ele ainda conclamou todos se manterem unidos em resistência pela manutenção dos direitos. “Termino conclamando para a gente ficar junto. Nunca houve um momento em que precisamos ficar tão unidos. Estamos literalmente ameaçados”, concluiu.

Após a fala do prefeito, Vicente Cândido anunciou que Haddad autorizou que seja estipulado no programa de governo o aumento de 1% do Orçamento Municipal para investimentos em cultura.

Representante do estudantes no debate, a diretora da UNE, Marianna Dias, que é de Salvador, contou que os soteropolitanos sentem inveja de São Paulo, pois gostariam de ter um prefeito que façam de sua cidade um município inclusivo.

 

Fonte: Cláudio Motta Jr | Linha Direta

 

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