Para Renato Janine, a escola tem de expor o aluno a diversidade do mundo

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Ex-ministro participou de debate sobre transdisciplinariedade na educação com Haddad e criticou o tal projeto que prevê `Escola Sem Partido`

 
 



Discutir propostas para obter avanços na área educacional durante uma era de retirada de direitos. Esse foi um dos principais motes do debate “Educação e Transdisciplinaridade”, realizado na noite desta sexta-feira (22), na Uninove da Barra Funda.

Um dos primeiros a falar, o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, começou pontuando como os governo Lula e Dilma foram essencias para a queda da taxa de pobreza extrema no Brasil, para a valorização do salário mínimo e para a capacitação profissional de jovens, por meio do Pronatec. Segundo ele, a redução da pobreza mostra a salvação de muita gente e a geração de emprego e renda, obtida graças à valorização do salário mínimo, mostra que a população deixou de ser vista como um fundo perdido. "O PT tem um feito admirável em inclusão social", enfatizou.

A alfabetização na idade certa e a retomada do Pronatec são propostas que, de acordo com Renato Janine, devem ser destacadas no programa de governo que o PT apresentará para a cidade de São Paulo.

Para o ex-ministro, o país precisa urgente retomar o crescimento econômico de forma sustentável e concluir a inclusão social, começada nos governos de Lula e Dilma.

“Escola sem Partido me incomoda, sobretudo, porque até discutir isto é perda de tempo”, afirmou o ex-ministro referindo ao polêmico projeto que visa proibir qualquer tipo de debate político no ambiente escolar.

Renato defende que a liberdade do educador seja ampliada. "As pessoas precisam de liberdade. Isso é contra esse absurdo que estão propondo", destacou. Segundo ele, liberdade e educação dependem um do outro.

O ex-ministro avalia que o Brasil foi criado para ser injusto e a liberdade é uma forma de colocá-lo num caminho mais promissor. “A escola tem que expor a pessoa à diversidade do mundo", frisou.

Também presente no evento, o escritor Ferréz falou sobre a atual conjuntura, especialmente na periferia. Segundo ele, o momento é crítico: "estamos numa época de fazer vilões". Segundo ele, a atual cidade do país tem prejudicado, sobretudo, os mais pobres. "Esse país está tirando muito da periferia", pontuou.

Ferréz também destacou que a gestão do Fernando Haddad inovou ao dar vez e voz para os escritores da periferia. Ele relatou que a administração convidou cerca de 200 artistas da periferia e os levou para a Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. "Eu vi a gente da periferia, os povos salvos pela literatura mostrando seu trabalho na Argentina. Ali eu percebi que votar no Haddad valeu a pena", destacou.

O escritor encerrou salientando que sua esperança sempre esteve com com que mais precisa. "Eu vejo os pobres ajudando os pobres (...) E bondade não tem que vir com recibo de gratidão", frisou.

Filha de agricultor analfabeto que se tornou diretora da Escola Municipal Epitácio Pessoa, Maria Claudia Fernandes, como representante da rede pública da cidade, destacou que a Prefeitura precisa ver uma forma de otimizar os investimentos em educação e estudar uma alternativa para que a presença dos mais vulneráveis seja garantida na escola, por meio de políticas transdisciplinares que unam cultura e esporte.

A atividade contou com a presença do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, da vice-prefeita e secretária de Educação de São Paulo, Nádia Campeão, do ex-secretário de Educação, Gabriel Chalita, e da diretora da UNE, Marianna Dias.

O debate foi mediado pelo deputado Vicente Cândido, que tem coordenado a elaboração do programa de governo.

 

Fonte: Cláudio Motta Jr | Linha Direta

 

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