Prefeitura investe na expansão de capacidade do atendimento a vítimas de violência doméstica

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Novo imóvel possibilitará a ampliação do atendimento às mulheres

 



A Prefeitura entregou, na sexta-feira (19), no Itaim Paulista, na zona Leste, o novo imóvel onde está funcionando o Centro de Apoio à Mulher, Criança e Adolescente, vítimas de violência doméstica e situações de risco. O evento, que reuniu mais de 200 usuárias, teve a participação do secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha.

O serviço, em gestão compartilhada da Secretaria Municipal de Saúde e a Organização Social de Saúde (OSS) Casa de Isabel, garante a oferta de atendimento psicoterapêutico, o enfrentamento à violência doméstica e empoderamento das mulheres, crianças e adolescentes que têm seus direitos violados, e oferece encaminhamentos necessários às vítimas.

A unidade conta com uma equipe de 15 profissionais, sendo psicólogos, duas assistentes sociais, uma auxiliar de serviços gerais e três auxiliares administrativos, sob a coordenação clínica da médica toxicologista, Maria Veridiana Maurelli. Também são realizados grupos para homens agressores – semanalmente, cinco homens passam por atendimento psicorepêutico individual e 49 em grupo, por determinação da justiça.

Para o secretário municipal de Saúde, um dos problemas mais graves enfrentado pela saúde pública é a violência. Tanto a violência doméstica como a que ocorre no local de trabalho. “São violências físicas e, às vezes, psicológicas que levam a situações graves de saúde. Nossa parceria [com a Casa de Isabel] é importante para acolher as pessoas que precisam ser acolhidas, sensibilizar os profissionais da saúde para esse problema, capacitar os funcionários que estão nas unidades de saúde, identificar os problemas, sensibilizar os Agentes Comunitários de Saúde. Com isso cuidar, de forma integral, da saúde das mulheres”.

Ambiente humanizado

Padilha afirmou ainda que a ampliação da unidade dará maior potencial à Casa de Isabel. “Vai haver uma ampliação do atendimento às mulheres. Hoje são atendidas cerca de 500 mulheres. Com a ampliação, o atendimento poderá ser triplicado, com mais qualidade ainda, com um ambiente humanizado. Poderemos melhorar a formação dos profissionais não apenas da Casa de Isabel, mas em toda nossa rede de saúde da zona Leste. Trata-se de um grande ganho para a região.

Durante o evento, a assistente social Maria Aparecida, que orienta e apoia mulheres vítimas da violência doméstica, foi homenageada pela equipe do serviço por ter superado com o auxílio do Centro a história de violência no casamento. Emocionada, a coordenadora Regional de Saúde Leste, Claudia Afonso, fez um resgate do trabalho desenvolvido pelo Centro de Apoio e antes até de ele existir. “Esse é mais um exemplo da luta das mulheres na zona Leste pelo direito a uma vida melhor. Há 14 anos, a Casa de Isabel presta atendimento psicoterapêutico às vítimas de violência doméstica residentes na Leste”, ressaltou a coordenadora.

A presidente fundadora da Casa de Isabel, Sônia Regina Maurelli, classificou a conquista da ampliação do espaço. “Representa a possibilidade de um maior atendimento, de acolhimento a um maior número de pessoas e de espeço para a atuação de grupos que estamos preparando para atuar com mulher vítimas de violência, que são as mulheres usuárias de drogas e álcool e grávidas”, afirmou.

O serviço possui seis salas para atendimento individual de mulheres, crianças e adolescentes, espaço lúdico, banheiros masculino e feminino, uma sala para reuniões com capacidade para até 50 pessoas e duas áreas externas para eventos com capacidade para mais de 100 pessoas, além de elevador e rampa de acessibilidade. Paredes, portas e espaços internos foram decoradas em tons de rosa, branco e lilás, para acolher e transmitir a ternura, beleza, força e suavidade associadas ao universo feminino.
Mensalmente são realizados mais de 4,7 mil atendimentos individuais e em grupos. Uma média de 1.190 pessoas são acompanhadas pelo Centro de Apoio semanalmente, oriundas de regiões da zona Leste e até outras cidades. “É como se nossos braços fossem sendo estendidos para orientar e ajudar pessoas que estão tendo seus direitos violados”, ressalta Sônia Maurelli, presidente-fundadora da entidade.

Espaço acolhedor

A ambiência do serviço busca estimular a superação, o resgate da autoestima, a descoberta de direitos e a tomada de consciência sobre o papel de cada um na sociedade. A fachada rosa com borboletas foi toda produzida com grafite de dois jovens em sistema de liberdade assistida.

Na área externa, próximo da entrada, há um espaço de convivência, com bancos e uma cobertura em formato de pirâmide, que receberá um projeto de jardim suspenso amparado por uma coluna de borboletas (conceito de transformação).

Mapa da violência doméstica

A cada hora e meia, uma mulher é assassinada por um homem no Brasil, apenas por ser mulher. Esse crime é classificado de feminicídio, tradução de femicide (femicídio), palavra mais usada na América Latina. O termo passou a ser reconhecido principalmente em março de 2015, com a sanção da lei que o tornou uma qualificadora do homicídio. Mas ainda é pouco discutido fora de círculos especializados, como os do Direito e da militância feminista, onde surgiu originalmente. Estima-se que, entre 2001 e 2011, tenham ocorrido mais de 50 mil homicídios motivados por misoginia: isso torna o Brasil o 7º país que mais mata mulheres no mundo.

Serviço:

Centro de Apoio à Mulher, Criança e Adolescente, vítimas de violência doméstica e situações de risco

Atendimento – segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 19h

Rua Valente de Novais, 189 - Itaim Paulista

Fonte: SMS

 

 

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