Haddad faz caminhada com 15 mil pessoas no Grito dos Excluídos e condena restrição a gastos sociais

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Prefeito e candidato à reeleição participou do ato, realizado há 22 anos na cidade, que neste ano reuniu 25 movimentos sociais

 

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT / PCdoB / Pros / PDT / PR), afirmou nesta quarta-feira, feriado do Dia da Independência do Brasil, que a sociedade brasileira precisa discutir a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que tramita atualmente no Congresso e impõe restrições aos gastos sociais e aos direitos dos trabalhadores. “Restringir o gasto social para o trabalhador, que não tem dinheiro para plano de saúde, que não tem dinheiro para creche particular, é uma ameaça muito grande. É importante discutir esse tema com a sociedade. Vamos esperar o governo federal congelar os gastos por 20 anos?”, disse Haddad.

 

A declaração foi feita durante o 22ª edição do Grito dos Excluídos, que reuniu 15 mil pessoas na manhã desta quarta-feira em uma marcha que saiu da praça Osvaldo Cruz, na região da avenida Paulista, e seguiu até o Monumento às Bandeiras, em frente ao Parque do Ibirapuera.  “Aqui são muitos movimentos sociais que estão cada um com sua bandeira, mas com um consenso: não querem um corte de direitos que se levou tanto tempo para conquistar. Só agora o pobre chega à universidade, só agora se universalizam direitos básicos, e é isso que as pessoas estão temerosas, estão com medo de perder”.

 

Haddad caminhou por cerca de 1h20 ao lado de representantes de mais de 25 movimentos sociais, como a Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Pequenos Agricultores, União dos Movimentos de Moradia, Associação Povo em Ação, e entidades de classe como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Ele carregou faixas, tirou fotos e conversou bastante com a população, acompanhado de candidatos a vereador como Eduardo Suplicy, Juliana Cardoso e Simão Pedro.

“Nesse ano, o ato se reveste de uma importância maior, porque há muitas ameaças pairando sobre os direitos sociais no Brasil e os trabalhadores estão apreensivos com a movimentação no Congresso. Estão apresentando um slogan, que é “Nenhum direito a menos”, dos direitos consagrados na Constituição de 1988. Eu já participei de outros Gritos dos Excluídos e estou aqui em função desta ameaça. Os movimentos populares se reúnem e apresentam para a sociedade a sua agenda de reivindicações, o que eu acho justo e democrático. Não entendo por que não liberar a cidade para manifestações que tenham o intuito de melhorar o Brasil”, disse.

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Haddad também destacou que a campanha eleitoral tem sido importante para apresentar uma prestação de contas de sua gestão, inclusive para destacar que muitos investimentos foram feitos para ajudar as pessoas que mais precisam do poder público. “Estamos mostrando as realizações do governo e os investimentos que foram feitos, sobretudo na periferia, e a população vai tomar consciência de que é preciso dar continuidade a esse trabalho. A cidade de São Paulo está batendo recorde de investimento na área social, em hospitais, em CEUs, em creches e corredores de ônibus. Nossa convicção é que precisamos continuar avançando nesta agenda social”, destacou.

 

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Fotos:

Flickr: https://www.flickr.com/photos/145818034@N02/

Fonte: Portal HaddadSP

 

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