Haddad quer garantir 20% do orçamento para a Saúde

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 Em evento neste sábado (17/09) na Apeoesp, o prefeito e candidato à reeleição, Fernando Haddad, destacou os investimentos na área da saúde em sua gestão (Foto: João Valerio)

 

Enquanto o governo federal quer congelar os gastos com saúde e educação por duas décadas, limitando os investimentos nessas áreas, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT / PCdoB / Pros / PDT / PR), quer garantir um mínimo de 20% do orçamento para o Sistema Único de Saúde (SUS) municipal. A ideia foi defendida neste sábado (17/09) durante evento promovido na Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

“Nós vamos na contramão do que está fazendo o governo federal, que mandou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ao Congresso Nacional congelando os investimentos e os gastos sociais”, disse Haddad a uma plateia de cerca de 500 pessoas. “Isso vai dar garantia para os trabalhadores e  para os usuários do SUS e  de que não vai faltar atendimento na saúde. O Alexandre Padilha (secretário municipal da Saúde) está fazendo uma lei, um marco regulatório que São Paulo nunca teve na área da saúde. A consulta pública terminou ontem e vamos mandar para a Câmara dos Vereadores. Vamos fixar um mínimo de 20% do orçamento para a saúde e garantir que um quinto do orçamento, no mínimo, será destinado para a saúde pública. E se o orçamento crescer, a vinculação vai crescendo também”, disse Haddad, sendo muito aplaudido pelos participantes.

Segundo Haddad, já foi feito o mesmo na educação, com o Plano Municipal de Educação, que estabeleceu 33% de vinculação do orçamento para a área, superior em 8% ao estabelecido pela Constituição (25%). Na saúde, a vinculação de 20% também será superior ao estabelecido pela Constituição, que é de 15%.

O novo marco reforça o que Haddad fez pela saúde da capital nos últimos anos, e garante que as melhorias continuem avançando. Em sua gestão, a cidade ganhou seu primeiro hospital público desde 2006: a unidade da Vila Santa Catarina, no Jabaquara, zona sul de São Paulo, foi entregue no ano passado. Outros dois complexos hospitalares estão em obras: o de Parelheiros, quase pronto, e da Vila Brasilândia, na zona norte. A rede de apoio também melhorou nos últimos anos  — foram abertas 33 unidades da Rede Hora Certa e nove Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Haddad aumentou em 1,8 milhão o número de consultas em relação a 2012, chegando a 3,6 milhões por ano, crescimento de 11%. Houve ainda aumento de 53% nas cirurgias de catarata e de 192% nas de varizes.

 

De Braços Abertos

Durante o evento na Apeoesp, profissionais e beneficiários de programas da Prefeitura agradeceram ao prefeito as conquistas na saúde. Um dependente químico do De Braços Abertos (DBA), programa que ajudou a reduzir o consumo de crack na cidade, presenteou Haddad com um quadro. Artista plástico, nos últimos anos ele se viciou em crack e é atendido pelo DBA . “Você tem que divulgar nossa gestão no mundo inteiro. Essas pessoas [os dependentes] ficaram anos na região da Luz como se fossem párias da sociedade, invisíveis. Ninguém pisava ou andava ali”, disse Haddad.

O programa De Braços Abertos é uma referência internacional, tendo sido objeto do relatório Open Society, ONG internacional mantida pelo megainvestidor George Soros. Cerca de 88% dos beneficiários reduziram drasticamente o consumo da droga, enquanto 52% voltaram a ter contato com as famílias e outros 84% são acompanhados frequentemente pelos serviços de saúde.

O candidato ainda ressaltou durante seu discurso como construiu junto com os dependentes o programa, caminhando pela região da Luz durante seis meses e conversando com os usuários. “Fizemos perguntas simples para eles: o que a prefeitura pode fazer? Vocês querem conversar conosco, construir uma política pública conosco ou querem distância da gente? Eles falaram o óbvio, que se construíssemos políticas públicas que dessem a eles alternativas, eles abraçariam as oportunidades. Construímos uma política pública no meu gabinete com essas pessoas dentro. Não foram só técnicos, chamamos os beneficiários”, contou.

 

“Trabalhar para todos e cada um”

Haddad também destacou seu comprometimento com as minorias da cidade e sua disposição em trabalhar para todos. “O governante não tem dignidade se não olhar para todos e para cada um. Isso significa lembrar que tem pessoas com deficiência, com orientação sexual diferente da maioria, lembrar da questão racial, do idoso e da mulher.  Antes da minha gestão, São Paulo não tinha política para idoso. Abrimos em 2015 o primeiro Centro Dia, que são fundamentais para o idoso”, destacou ele. “Se não for para fazer por essas pessoas e para melhorar a vida das pessoas, a política não vale a pena. Respeito todos os meus adversários, eu discuto política e proposta. Mas o João Doria (candidato) falou que ia abrir somente metade da avenida Paulista e voltou atrás quando visitou o local. Ele descobriu que funciona. Se teve a atitude de ir até lá e falar com pessoas que ele considera iguais a ele, porque não vai ao De Braços Abertos?”, questionou Haddad, continuando: “Não consigo entender porque esse tratamento diferenciado. A gente não faz distinção, a não ser quando é para afirmar a diferença, quando diz respeito a qualquer tipo de vulnerabilidade, à violência ou à intolerância. Faço distinção para defender um preto, por causa dos 500 anos de sofrimento da população negra, para defender o LGBT da intolerância. Essa é a diferença entre nós e eles”.

No início da tarde, o candidato fez uma caminhada com eleitores pelo calçadão de São Miguel Paulista. No local há um projeto da prefeitura com a Bloomberg para requalificar a mobilidade no distrito com readequação viária, alargamento de calçadas e sinalização. Haddad já havia duplicado a avenida Nordestina, na região, diminuindo o tempo de viagem dos passageiros no transporte público.

 

Fonte: Portal Haddad SP

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