No Dia Mundial sem Carro, Haddad destaca que a cidade teve 315 mortes a menos no trânsito depois da redução de velocidade

Compartilhar

 

 

 

“É importante que as pessoas saibam que estamos fazendo um esforço adicional para reduzir mortes em São Paulo. Não vamos abrir mão de um programa de segurança de trânsito”, afirmou ele; Haddad quer mais recursos para Habitação e a continuidade da expansão na área da Saúde.

 

Aquela cena recorrente de jovens mortos no asfalto da cidade, felizmente, são cada vez mais raras. Não podemos mais tolerar a quantidade de mortos e feridos no trânsito de São Paulo”. Foi assim que o prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad (PT / PCdoB / Pros / PDT / PR) defendeu a redução da velocidade nas principais vias durante sua gestão em entrevista ao SPTV 1ª edição, da Rede Globo, e ao site G1, nesta quinta-feira. Segundo Haddad, a medida adotada pela Prefeitura, que atendeu recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), já resultou em 315 mortes e 10 mil feridos a menos em apenas um ano na capital. “Estamos salvando vidas em São Paulo”, disse.

 

Haddad afirmou que não vai rever a redução de velocidade nas vias, ao contrário do que propõem alguns de seus adversários. Segundo ele, a cidade registrou 934 mortes no trânsito no período de um ano contra 1.249 da medição anterior. “É importante que as pessoas saibam que estamos fazendo um esforço adicional para reduzir mortes em São Paulo. Não vamos abrir mão de um programa de segurança de trânsito. Se há ajustes a serem feitos, vamos fazer. Mas não podemos abrir mão da vida. Foram mais de 300 pessoas salvas em apenas 12 meses”, completou.

 

“Saúde é um problema sério, que não vai ser resolvido em um passe de mágica”

 

Ele também falou sobre as ações que estão sendo tomadas para melhorar a saúde pública no município, como a construção de três novos hospitais, sendo um já entregue no Jabaquara, outro quase pronto em Parelheiros, e a unidade da Brasilândia, a implantação de 33 novos hospitais-dia e a construção de 15 novas UPAs, das quais três já estão em funcionamento.  “Saúde é um problema sério, que não vai ser resolvido em um passe de mágica, como os meus adversários tentam fazer você acreditar. Eles acham que com um cartão mágico, ou com uma rede conjunta, vai se resolver o problema. Não vai resolver”, enfatizou. “Nós temos que concluir esse pacote de obras para a fila continuar caindo, porque a fila vinha subindo até 2012”.

 

Haddad também se defendeu das críticas de que tem escondido o PT em sua campanha eleitoral e de quem não tem .  “Ninguém tem dúvida de que partido eu sou, até porque eu sou filiado ao mesmo partido há 30 anos. Eu tenho muito respeito pela militância do PT. Quando eu vou para as periferias - Guaianases, Parelheiros, Brasilândia, Heliópolis -, eu vejo uma militância muito qualificada defendendo direitos fundamentais, direitos sociais”, afirmou. “Eu não vivo da política. Eu só estou na política por que eu acredito no trabalho que eu fiz no Ministério da Educação. Os pobres e os negros não entravam na universidade até eu me tornar ministro e criar o ProUni, expandir as universidades federais e depois criar o UniCEU”.

 

Na entrevista, ele voltou a defender a retomada dos investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, que está há dois anos paralisado no município. Segundo ele, o plano inicial da Prefeitura previa a construção de 55 mil unidades, em parceria com o Governo Federal. Porém, com a suspensão dos repasses, a Prefeitura entregou 12 mil unidades e tem mais 23 mil em obras. O restante, 21 mil unidades habitacionais, está licenciado e aguarda a retomada dos repasses federais para sair do papel. “Os projetos já existem, com terreno e licenciamento. Mas, sem liberação da Caixa Econômica, nenhum prefeito consegue fazer moradia no país”, afirmou.

 

Juventude homenageia Haddad

 

Em evento com jovens, na noite de quarta-feira (21), no auditório da Uninove Liberdade, Haddad afirmou que sua administração foi uma aliada da expressão cultural e estimulou a ocupação dos espaços públicos por meio de atividades culturais. Ele foi homenageado com uma batalha de MCs, batucada de grupos de percussão e depoimentos de beneficiados por ações feitas durante a sua gestão.

 

Segundo o candidato, as pessoas estão atentas ao que estão acontecendo em São Paulo e tomam a cidade como referência, principalmente nas ações voltadas para a juventude. “Vocês estão construindo uma cidade nova e não podem, de jeito nenhum, ter uma prefeitura que atrapalhe esse avanço que está acontecendo. Vocês precisam ter mais espaços públicos em todos os cantos. Queremos uma periferia vibrante, uma periferia segura do que quer e do que pode”, disse.

Sobre a corrida eleitoral, o prefeito e candidato à reeleição por São Paulo lembrou das administrações petistas anteriores, afirmando que a cidade tem, mais uma vez, a chance de “fechar um ciclo virtuoso que nos nunca conseguimos fechar”. “Abríamos uma clareia e a direita fechava. Não vamos deixar isso acontecer outra vez. E a resposta tem que ser dada no outro domingo, pois a gente com o voto vai continuar mudando a cidade. E temos toda condição de virar o jogo eleitoral com a ajuda de vocês”, concluiu.

Fonte: Portal Haddad

Últimos artigos

Por Rui Falcão: Uma semana decisiva que culmina dia 28
segunda, 24 abril 2017, 18:14
    O PT apoia e participa da greve geral nesta sexta-feira, e sua Executiva Nacional estará em Curitiba dia 2 de maio, em homenagem à festa da democracia do dia 3   Paulo Pinto/Agência PT Ato preparatório para a greve geral do... Leia Mais
Por Rui Falcão: A necessidade de derrubar Temer e eleger Lula
terça, 18 abril 2017, 15:08
  Nosso caminho é aumentar as mobilizações, repelir o canto de sereia dos acordos por cima, defender os direitos e lutar pela antecipação das eleições   A impopularidade e o descrédito crescentes de Temer & seus asseclas; a... Leia Mais
Simão Pedro Chiovetti: A gestão Doria – vender SP
quarta, 12 abril 2017, 16:37
  Doria em menos de 100 dias demonstrou que não tem apego algum por SP e muito menos pelos paulistanos da periferia e classe média   Próximo de completar apenas 100 dias à frente da Prefeitura de SP, já é possível perceber que as... Leia Mais
Por Vitor Marques: 100 dias de governo João Doria: a São Paulo virtual e a São Paulo real
quarta, 12 abril 2017, 15:06
  Empossados os novos governos, via de regra, é esperado que a população tenha uma receptividade e uma tolerância maior com aqueles que estão iniciando a nova gestão. Este período é conhecido no vocabulário político como “lua... Leia Mais
Por Emídio de Souza: Algo está errado
terça, 11 abril 2017, 21:35
  Algo está errado. Contrariando a tradição da política brasileira, um partido chama seus filiados a debater seu futuro e escolher seus dirigentes. Mais de 250 mil atendem ao chamado e, sem serem obrigados, vão às urnas em quase 4... Leia Mais