Haddad defende propostas em debate na TV Record e afirma: “Não é momento de amadorismo para a cidade de São Paulo”

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Para o prefeito e candidato à reeleição, as propostas apresentadas deixam mais nítidas as diferenças entre os concorrentes. Ele defendeu a continuidade da gestão pelo caminho da seriedade e destacou que a discussão entre os candidatos ajuda o eleitor a tomar sua decisão de voto com mais segurança

 

“Eu acho que a população já começa a perceber o que está em jogo, candidatos muito privatistas, outros que têm uma visão pública da cidade, de gestão, enfim, eu realmente considero que é um debate onde as coisas ficaram claras.” Assim o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT / PCdoB / Pros / PDT / PR), sintetizou sua opinião sobre o encontro promovido na noite deste domingo (25/09) pela TV Record.  Haddad debateu temas e propostas com os concorrentes Celso Russomanno (PRB), João Doria (PDDB), Luiza Erundina (PSOL), Marta Suplicy (PMDB) e Major Olímpio (SD).

 “Essa campanha é muito curta, tem um momento em que há uma decantação. As pessoas vão assimilando informações, e uma hora cai a ficha, que é a seguinte: a cidade está atravessando da melhor maneira possível uma crise  muito profunda que o país está vivendo”, ressaltou Haddad, depois de um debate que durou cerca de duas horas e meia.

Questionado pelo candidato Celso Russomanno, Haddad criticou a gestão Marta Suplicy quando esteve à frente da Prefeitura de São Paulo, quando ela teria passado a priorizar obras voltadas ao centro expandido em detrimento das necessidades da periferia, como túneis que sofriam com alagamentos, e acima dos recursos públicos disponíveis. Ainda no confronto direto do primeiro bloco do debate, Haddad questionou Marta sobre o retorno da inspeção veicular na cidade e a retomada do contrato com a empresa Controlar. Ele rechaçou a proposta da concorrente por “onerar a Prefeitura” tanto no pagamento à empresa quanto na perda de arrecadação em IPTU: "Não consigo entender a volta da Controlar, é uma decisão sua [Marta] ou do seu aliado Kassab?", indagou Haddad.

O programa para tratamento dos dependentes químicos implementado na região da Luz, o “De Braços Abertos”, também demarcou posicionamento distinto de Haddad em relação aos adversários. O candidato João Doria reafirmou a disposição de encerrar as atividades laborais e de tratamento aos beneficiários. Para Haddad, culpar o dependente químico é isentar da responsabilidade o governo do estado de São Paulo, que fracassa no policiamento da região da Luz, sem conseguir evitar o tráfico e a entrada das drogas. "O governo do estado não consegue impedir que 200 quilos de drogas cheguem à região da Luz por mês. Quem fracassou foi o governo do estado no combate ao tráfico de drogas. Vocês, Dória, não conseguem monitorar um quarteirão", defendeu Haddad. "Vá à Luz falar com os beneficiários do “De Braços Abertos” e você voltará atrás com a proposta de acabar com o programa", ressaltou.

Entre os temas escolhidos pelo público, enviados pelos internautas do portal R7, Haddad discorreu sobre os avanços em tecnologia de transporte individual, como os aplicativos e o próprio Uber, além de destacar os avanços da sua administração em transporte coletivo. "O Uber faz parte da modernização de São Paulo, assim como o ônibus com ar condicionado e wi-fi".

Questionado sobre seus planos para a Guarda Civil Metropolitana, Haddad defendeu a corporação, que hoje reúne um efetivo de cerca de 6 mil homens, destacou o concurso público realizado e a contratação de 500 novos guardas, inclusive com plano de carreira, uma reivindicação antiga da categoria. Ele destacou ainda a importância do trabalho da GCM na proteção da mulher, como “guardiã” da aplicação da Lei Maria da Penha, e a redução de mortes no trânsito. "Graças à redução da velocidade nas vias e a GCM o número de mortos no trânsito diminuiu muito", frisou Haddad.

Sobre a renovação do parque de iluminação pública da cidade, Haddad defendeu ainda a implantação das lâmpadas em LED na periferia, em bairros como Cidade Tiradentes, Guaianases, Jardim Ângela e Brasilândia, Heliópolis e Sapopemba. "Até 2019, vamos ter 100% cidade de São Paulo em LED com câmeras de monitoramento", garantiu.

Contra a privatização de Interlagos

Na rodada de discussão de temáticas livres, Haddad levantou a questão do Plano Diretor da cidade e as propostas de venda de áreas como Interlagos e Anhembi, dois patrimônios da cidade, para a especulação imobiliária. Haddad classificou a venda de Interlagos como “omissão grave”: “Interlagos está vocacionado para ser um parque. Nós estamos transformando os boxes num grande pavilhão que pode ser usado para exposição de artes, para eventos culturais. A natureza de Interlagos, em muito pouco tempo, é se transformar no pulmão da zona sul. Um milhão de metros quadrados é quase o tamanho do Parque Ibirapuera, e isso no centro da zona sul, que vai atender M’Boi Mirim, Cidade Ademar, Grajaú, toda essa região, que precisa de parque”, defendeu o candidato.

Em suas considerações finais, Haddad agradeceu a oportunidade e destacou “que não é momento de amadorismo para a cidade de São Paulo”. “Quem não tem experiência em administração pública dificilmente vai conduzir a cidade até o outro lado da margem, investindo, como nós estamos fazendo. Nós diminuímos a menos da metade a dívida da cidade de São Paulo, dois anos de trabalho em Brasília que nos permitiu abrir espaço para investimento, na periferia, as 400 creches, os três hospitais gerais, os 33 hospitais dia, os 15.

 

Fonte: Portal Haddad

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