As rádios comunitárias que operam na cidade poderão financiar atividades de produção de conteúdo local e ações culturais por meio de um programa de fomento próprio, instituído no último sábado (19). A iniciativa pretende impulsionar a atuação desses meios de comunicação com apoio a projetos selecionados pela Secretaria Municipal de Cultura.

Para o prefeito Fernando Haddad, o programa incentiva a democratização da comunicação. “O fomento vai diversificar as fontes de opinião disponíveis para a população e estimula a autonomia do cidadão”, afirmou, em reunião nesta quinta-feira (24) com representantes de nove rádios, dos bairros Vila Industrial, Penha, Saúde, Butantã, Cidade Tiradentes, M’Boi Mirim, Paraisópolis, Parelheiros e Aricanduva.

Atualmente, a capital conta com 34 rádios comunitárias oficializadas, com outorga do Ministério da Comunicação. O programa de fomento reconhece o papel desses serviços nas comunidades e procura garantir a sustentabilidade da programação. O apoio foi instituído por meio de lei sancionada e publicada no Diário Oficial em 19 de novembro.

Todos os anos serão escolhidos até 40 projetos, inscritos nos meses de janeiro e junho. Cada rádio poderá inscrever até dois pedidos, que poderão contemplar recursos humanos, material de consumo, equipamentos, locação, manutenção e administração de espaço, obras, reformas, produção da programação da rádio comunitária, transportes, material gráfico e publicações, divulgação, fotos, gravações e outros suportes de divulgação, pesquisa e documentação.

Os planos de trabalho deverão ter no máximo um ano e orçamento de até R$ 250 mil. “O programa vai legitimar as rádios. Eu tenho planos de montar o jornalismo da rádio, contar com equipamentos para transmitir da rua”, conta Lázaro de Oliveira, da Rádio Cidadão, do Butantã, zona oeste.

Os candidatos ao fomento serão selecionados por uma comissão julgadora formada por quatro representantes da Secretaria Municipal de Cultura e três representantes das rádios, que serão escolhidos por votação. Serão valorizados planos de ação continuada que não se restrinjam a um evento ou uma obra, além do interesse cultural das propostas.