OPINIÃO: Saiam da mira dos tiras!

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a mídia e o Governo de São Paulo não informem com a devida atenção esse grave problema de Segurança Pública, por razões políticas de laços arcaicos que se mantém desde tempos imemoriais, o povo na rua continua com a mesma sensação de medo e desconfiança de quando o assunto era noticiado diariamente.

 
Por Rogério Cruz Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A onda de violência que marca o Estado de São Paulo desde setembro de 2012 ainda vem fazendo muitas vítimas, na sua maioria, jovens, negros, moradores da periferia das cidades.
Embora a mídia e o Governo de São Paulo não informem com a devida atenção esse grave problema de Segurança Pública, por razões políticas de laços arcaicos que se mantém desde tempos imemoriais, o povo na rua continua com a mesma sensação de medo e desconfiança de quando o assunto era noticiado diariamente.
Os número divulgados recentemente pela Secretaria de Segurança Pública e o acumulado desde junho de 2012, quais nem Capitão Nascimento de “Tropa de Elite” acreditaria, revela uma verdadeira guerra urbana entre a polícia do Estado de São Paulo e o crime organizado, dos quais são vítimas civis inocentes, policiais militares e por consequência, seus familiares.
Em todo esse período, muita coisa ainda está por apurar, pois policiais foram assassinados em situações, no mínimo, estranhas. Como por exemplo, os dois militares mortos à paisana passeando juntos, armados à meia noite, em plena favela Heliópolis. Sem contar as fatalidades advindas do despreparo policial, pelas inúmeras mortes de inocentes tidos como suspeitos, vitimadas pela política do atira e depois pergunta.
Por outro lado, temos a formação de milícias, grupos de extermínios formados por policiais com a intenção de retaliar a morte de colegas ou denúncias de procedimento irregular. Faz menos de três meses da chacina ocorrida no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, onde sete pessoas foram mortas na mesma rua em que um cidadão divulgou um vídeo mostrando policiais militares fazendo tortura e executando um jovem, em plena luz do dia.
Importante lembrar que toda essa onda de violência se deflagrou, coincidentemente, após a morte de seis supostos integrantes do PCC, dando fim a um acordo feito – em tese - em 2006, entre polícia e facção criminosa. Esse fato é de notório conhecimento da população, sendo até denunciado no filme SALVE GERAL, de produção nacional.
De qualquer forma, a sensação tida hoje é a mesma cantada pelo grupo de RAP “Império ZO”, na obra “ALÔ POLÍCIA”, onde cidadão que não deve não teme, mas treme, e se treme aqui tem! Se trombar na calada o camburão da PM...
É fato que o respeito imperioso que deveria ostentar a corporação da Polícia Militar não permeia mais nem o imaginário dos cidadãos paulistas, seja pela sensação de que o tráfico de drogas não é combatido no Estado, fazendo-se muitas vezes vistas grossas e vigilância das bocadas espalhadas por São Paulo, caracterizando verdadeira operação delegada, seja pela constatação de falência do Governo do Estado como promotor da Segurança Pública. Ambas, consequências da má remuneração, organização e preparação dos policiais militares, que há anos, lutam por melhores salários e condições de trabalho!
Mas se você se indigna com o caos vivido na Segurança Pública de São Paulo, ou possui o esteriótipo entendido como “suspeito”, para não virar estatística vale um conselho: SAIAM DA MIRA DOS TIRAS E REZEM PRA SOBREVIVER!
*Rogério Cruz do Carmo é Secretário de Juventude do Diretório Estadual do PT de São Paulo
**O título rememora trecho da música CLICK, CLACK BANG, do Grupo Conexão do Morro, que teve um de seus integrantes, o DJ Lah, morto na chacina ocorrida no dia 07/01/2013 no Bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo.

 
 

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