Lindbergh: Precisamos entender o novo momento político que vem das ruas

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Temos algo novo e precisamos ter um novo olhar sobre o futuro da democracia, com mais transparência e participação popular

 
Por PT Senado
Terça-feira, 16 de julho de 2013

 

Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) as manifestações das ruas deram um recado ao Parlamento e aos políticos brasileiros: a população quer maior participação nas decisões que são tomadas pelos representantes da sociedade. E as redes sociais contribuem para o maior controle social e também para tornar os atos dos agentes políticos e públicos mais transparentes.

Paralelamente a esse movimento que ocorre no Brasil, onde as pessoas pedem qualidade na saúde, nos transportes e maior participação popular, Lindbergh observou que neste momento o mundo acompanha a atitude de dois jovens que, por meio das redes sociais, divulgaram informações confidenciais que eram consideradas secretas por algumas nações. E esses dois jovens; Julian Assange, criador do site WikiLeaks, de informações sobre governos, e Edward Snowden, ex-agente secreto que divulgou a informação de que os Estados Unidos espionam vários países  são considerados criminosos em seus países porque divulgaram tais informações.

Em seu discurso na tribuna, Lindbergh leu quarto cartas que circulam na internet é principalmente no facebook, de Assange, de Snowden, por exemplo, onde eles apenas dizem que contribuem para o que a sociedade mais deseja: transparência total, trazendo à público ações tomadas por governos contra outros governos; espionagem de pessoas e suas ações.

E para atender o que as pessoas no Brasil pedem, maior transparência e participação, Lindbergh destacou o projeto que relatou e que reduziu de 1% da população para 0,5% o número de assinaturas exigido para a apresentação de um projeto de iniciativa popular. Essa iniciativa, segundo ele, é um grande avanço e uma emenda ao projeto, de sua autoria, permitirá que esses projetos que vem da sociedade tenham a assinatura digital.

Ele observou que o último projeto que veio das ruas, o Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de pessoas que respondem processos judiciais, reuniu mais de um milhão de assinaturas, mas não foi possível confirmar a veracidade dessas assinaturas. Por isso, os deputados assumiram a autoria do projeto para que ele fosse levado adiante. Com a assinatura digital, Lindbergh acredita que ficará menos burocrática a participação popular.

Aliás, Lindbergh fez uma provocação, ao dizer que é necessário ao Congresso Nacional criar novos canais de participação popular, colocando em consulta pública alguns projetos que vão ser transformados em lei. Como exemplo dessa participação, o senador lembrou a consulta recente na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Lá, perguntaram aos moradores se eles queriam um telefôrico, mas responderam que o desejo não era esse meio de transporte mas, sim, melhorar o saneamento. Portanto, temos algo novo e precisamos ter um novo olhar sobre o futuro da democracia, com mais transparência e participação popular. Isso vale para prefeitos e governadores de estado, afirmou.

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