O silêncio dos falsos inocentes.

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Muitas coisas acontecem nos 15 últimos dias de eleições, é natural candidatos que estão buscando um segundo turno, subirem o tom no discurso, propostas são mais explicitadas para ganharem as mentes e os corações dos eleitores.

Mas o que me espanta e me fez escrever este texto é exatamente o contrário do que se espera numa disputa eleitoral, legítima e democrática.

A covardia daqueles que pregaram o medo na primeira eleição do Presidente LULA, agora se faz pelo silêncio. Ver ontem no debate para Governador em SP, o último dos Moitucanos Geraldo Alkmin, fugir do debate, silenciar-se mediante as perguntas de Aloizio Mercadante, tentar salvar um desgoverno de quase vinte anos, tão falso, tão gosto de Chuchu, que chegou a ser comparado a Alice no país das maravilhas, por Celso Russomano.

Nunca na história mundial, um presidente com os mais altos índices de aprovação, foi tão desrespeitado, achincalhado pelos barões da mídia e faço minha as palavras de Leonardo Boff quando diz “O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.”

São covardes aqueles que esquecem seu passado, suas idéias, suas ações e se escondem atrás da Globo, Folha, Estadão e Veja “imparciais defensores da liberdade de empresa”.

O Brasil mesmo com todos seus problemas, vai dar uma aula de democracia para o mundo, quando 135 milhões de eleitores no próximo domingo irão escolher qual projeto de país querem para 2011.

Um país que crescerá 7%, 8% enquanto Europa e EUA continuam estagnados, um país que gera 14 milhões de empregos em 7 anos e meio, um país que tirou da miséria 22 milhões de brasileiros (equivalente a dois Chiles), pré-sal, Petrobrás fortalecida, salários valorizados ou o País das Maravilhas de Alckimin e Serra, Neo-liberal, Estado mínimo, auto-regulado, privativista, desigual e subalterno perante as outras nações.

Siuuuuuuu! Silêncio! Não existe FHC, não existe crise do Liberalismo, não existe conflito de classes, “Vamos fazer melhor!”, é o mote dos sociais democratas e o silêncio covarde de Alckimin expressa à falta de projeto de país do PSDB, este sim fadado ao fim, caso os resultados eleitorais de SP, MG e PR tirem do mapa os últimos Moituicanos.

A vitória de LULA e seu governo democrático popular, despertaram no povo brasileiro, uma consciência de classes para seu verdadeiro poder de mobilização.

Nós podemos! Estamos mudando 500 anos de dominação e vamos continuar mudando!

A verdadeira independência Brasileira tem data, 3 de outubro! Que os ares da democracia emanem poder para seu povo!

 

João Bravin

Assessor da CUT Nacional 

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