Zé Dirceu: Haddad em São Paulo, uma lição de planejamento e execução

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Planejamento e execução. Essas duas palavras encontraram terreno fértil na administração Haddad. Comecemos pela execução: por exemplo, a entrega, hoje, da segunda das quatro centrais de triagem mecanizada do lixo. A meta do prefeito paulistano, Fernando Haddad (PT) é, simplesmente, triplicar a coleta seletiva na capital paulista.

O prefeito Haddad inaugurou a segunda central, nesta 4ª feira (16.07), ao lado do ex-presidente Lula, em Santo Amaro. A primeira foi entregue em junho, na Ponte Pequena. Ao todo serão quatro centrais de triagem, que vão diminuir significativamente a quantidade de resíduos que são destinados a aterros sanitários hoje.

Cada uma delas têm capacidade de processar 250 toneladas de lixo por dia. Elas serão operadas por cooperativas de catadores e ajudarão a aumentar a renda dos cooperados, inclusive, pagando pelos serviços ambientais que eles prestam à capital paulista.

O investimento na nova central foi de R$ 33 milhões. Com a venda de alumínio, plástico e outros materiais reciclados, a arrecadação pode chegar a R$ 1,6 milhão/mês. Até agora, boa parte desse material acabava nos aterros, com o lixo comum e é material hoje já provado que, em alguns casos, leva até um século ou mais para se decompor.

E, mais: atualmente presente parcialmente em 75 distritos e integralmente em 14, a coleta seletiva passará a beneficiar 40 distritos, em 100% de seus territórios; e a atender parcialmente mais 43 dos 96 distritos da cidade. Dessa forma, a coleta seletiva na gestão Haddad, chega a um total de 83 distritos paulistanos.

De largada, serão beneficiados os distritos do Campo Limpo, Capão Redondo, Pedreira, Cidade Dutra, Grajaú e Jardim São Luís, Ermelino Matarazzo e Ponte Rasa.

Planejamento

Este é apenas um exemplo das várias mudanças que vêm acontecendo na capital paulista. Agora, elas são fruto de um planejamento, um projeto para a cidade, uma estratégia de recuperação da capital paulista. Um dos maiores exemplos de planejamento, porém, acabou de ser dado com o lançamento do Plano Diretor Estratégico (PDE) para a cidade.

É ele que vai orientar as diretrizes urbanísticas em São Paulo pelos próximos 16 anos. Em artigo publicado hoje na Folha, o prefeito Haddad explica o que significa o novo PDE, em termos de retomada da "cidade" e das transformações por ele propostas, além dos embates que ousou enfrentar, como a questão da especulação imobiliária.

Sob o título "Um desenho para São Paulo", Haddad garante que com o PDE, "tudo muda". "O solo é tornado público. As ruas dão lugar ao transporte público e às bikes por meio de faixas exclusivas e ciclovias. As calçadas terão largura mínima nos novos empreendimentos para atender aos pedestres. Os térreos ganharão vida com a ativação das fachadas e comércio de rua".

Mudam, também, o subsolo; o solo criado; os deveres dos proprietários fundiários. Muda a própria relação entre o poder público e a especulação imobiliária, com a criação do fundo de desenvolvimento urbano. Sem falar da duplicação da produção de moradia popular - uma conquista histórica dos movimentos de moradia.

 

Fonte: Equipe do Blog Zé Dirceu - liderança do Partido dos Trabalhadores

 

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