Por Alberto Cantalice: Com Dilma, mais qualidade de vida para o povo

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A posse da Presidenta Dilma reveste-se de importantes simbolismos: é a primeira vez na história brasileira que um mesmo grupo político fica tanto tempo à frente do governo federal por meio do sufrágio popular.

Repete-se a história: não como tragédia, mas, como diria Marx, como farsa.

Os arautos da Casa Grande, derrotados em suas pretensões de ocupar novamente o governo, usam de todos os subterfúgios para solapá-lo!

Investindo no lema Brasil Pátria Educadora, Dilma busca dar o verdadeiro salto de qualidade no segundo mandato, vez que no primeiro prejudicado pela crise econômica, mundial que afetou sobremaneira o Brasil não pode fazer, conforme pretendia.

Os ajustes necessários no plano da economia e das finanças públicas para reequilibrar o orçamento do governo, como já afirmado pela nova equipe econômica, não será feito rompendo as políticas sociais e os direitos dos trabalhadores.

Entendo que o novo governo, além de investir pesado na questão da educação, principalmente no ensino médio e no técnico-profissionalizante, deve envidar máximos esforços para buscar requalificar o profissional de ensino, tanto no que concerne à formação, quanto na valorização salarial.

Potencializar o Prouni e o Fies para que mais e mais jovens das camadas populares possam ascender aos bancos universitários; ampliar a política de cotas no ensino universitário para continuar rompendo com a lógica da exclusão secular da população negra na sociedade brasileira, deve continuar sendo o norte do Governo.

Aumentar e, se possível, universalizar o ensino de tempo integral na rede pública, trazendo as comunidades para participar do cotidiano da vida escolar, harmonizando relações e ampliando o sentimento de cidadania e pertencimento é o objetivo do nosso governo.

Outro gargalo a ser enfrentado é a saúde pública. A perda de receita proveniente da antiga CPMF, que hoje estaria na casa de 50 bilhões de reais, dificultou o aumento dos investimentos na área. Houve expressivo crescimento, mas não na medida das necessidades.

A sórdida mesquinharia política que levou ao fim da contribuição financeira, agrupou todas as oposições ao então governo Lula, pretendendo prejudicar o governante de então, prejudicaram as parcelas da população mais necessitadas dos serviços de saúde pública.

Há que se buscar agilidade e dinamismo nos serviços de saúde. A iniciativa do Programa Mais Médicos tem sido um sucesso por levar o atendimento primário aos locais onde a carência dos profissionais era total. Mas só isso não basta. Vamos avançar.

O prometido Programa Mais Especialidades deve ser implementado o mais rapidamente possível, haja vista que a busca por atendimento especializado, o que inclui exames mais complexos, ser um dos grandes gargalos do Sistema Único de Saúde.

Outro segmento de extrema importância a ser tratado: comunicações. É preciso estender a banda larga para todos os pontos do território nacional. Melhorar a recepção dos sinais de internet e buscar um custo menor na prestação do serviço devem ser uma das preocupações centrais do novo ministro.

Quanto à mídia monopolizada, a regulação econômica é o melhor caminho.

Fortalecer a tevê pública, melhorando significativamente o padrão de qualidade, tendente ao crescimento da audiência, só virá com a melhoria do padrão técnico e com profissionais reconhecidos no mercado, capazes de produzir um jornalismo verdadeiramente isento e democrático.

Esses desafios demandarão um esforço hercúleo por aqueles que comandarão essas áreas. O êxito só virá se contarem com apoio político do Congresso Nacional e dos movimentos sociais organizados.

Um governo de coalizão como o nosso, tem a sua composição expressa nos mais variados matizes políticos que participaram da campanha vitoriosa nas urnas e devem sustentar o apoio nas duas Casas Legislativas.

Já os movimentos populares organizados detentores de bandeiras progressistas e de resgate da cidadania brasileira devem continuar pressionando pela busca das reformas. A luta contra o racismo, o machismo e a homofobia deve ser pauta permanente nesses próximos quatro anos.

A luta pelo pleno emprego; o estabelecimento das 40 horas semanais sem redução de salários e a valorização permanente do salário mínimo bandeiras históricas dos movimentos devem estar no horizonte.


*Alberto Cantalice é vice-presidente do Partido dos Trabalhadores

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