Pessoas em situação de rua, você consegue vê-las?

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Eles estão em toda parte da cidade, deslocados e a mercê da marginalização, eles, moradores de rua, que constituem um grande problema social, sofrem com a ausência de políticas públicas eficazes para garantir o seu direito a cidadania, e um dos maiores retrocessos que impede a ampliação deste direito, está na intolerância explicita que esse governo exerce de forma truculenta na eliminação da pessoa vulnerável das ruas.

 
A Prefeitura de São Paulo em parceria com o governo do Estado através de uma política de higienização humana desconcerta a interlocução do segmento de Direitos Humanos o qual aponta como diretriz o reconhecimento que estes, estão em situação de risco, e os substituem para um segmento de Segurança Pública, logo,passam a ser uma fonte de ameaça a ordem pública.

Essa população que caracteriza a profunda desigualdade social marca o estigma de exclusão, e são submetidas à face de um governo desumano e insensível as causas sociais,  passam a ser tratados com o discurso de senso-comum,ou seja,uma política autoritária que se naturaliza.
 
A rotina de várias denúncias de violência tendo como alvo essa população levaram a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, Área de Inclusão Social divulgar neste mês de Abril,nota sobre a truculência a abordagem de moradores de rua, tal qual esclarece que não recomenda a realização de abordagens exclusivas de policiais ou guardas civis metropolitanos, por entender que os problemas das pessoas em situação de rua devem ser enfrentados, sobretudo, por profissionais da assistência social e saúde.
 
São essas visões estigmatizantes do Estado, sobre as pessoas em situação de rua, que as eternizam na condição de responsáveis pelo seu fracasso social e econômico, desfilados da possibilidade de reinserção social, haja vista que estes, não ocupam esta situação por mera opção, pois vastos são os motivos pelos quais fazem das ruas seu espaço principal de sobrevivência e de identidade, ou seja, por ruptura familiar, saúde mental comprometida, drogas, desemprego entre outros parâmetros diferenciados, mas, no entanto se fazem presentes e são vistos aos olhos nú de quem reconhece a diversidade,  e a gama de diferenças que margeiam a nossa sociedade, olhá-los significar admitir o que não é natural, mas faz parte do nosso meio, e silenciar a sua voz, inviabilizar seu espaço vital que já é precário, impedir o nascimento de redes de proteção, nada mais que adiar a tarefa de reafirmar o valor intrínseco da pessoa humana.
 
O governo federal em seu esforço de estabelecer diretrizes e rumos que possibilitem a  (re)integração destas pessoas através do combate a desigualdade,com projeto como,bolsa família,minha casa minha vida,vem reafirmar o desenvolvimento do país com políticas de inclusão social ,promovendo o mínimo de  bem estar e garantia dos seus direitos,reconhece que essa população ocupa um espaço de transformação,e a sua situação é passível de superação, com políticas que o reintegre ao seu convívio familiar,interligadas as políticas de saúde,educação,assistência social,habitação,geração de renda e emprego,mais além dessas diretrizes a devemos romper paradigmas culturais, como sensibilizar a sociedade, fazê-la  reconhecer no outro a possibilidade de superação.Olhem,observem reconheçam suas diferenças,no entanto não neguem a sua raça, ela é humana.
 


Luciete Farias Dias – Executiva Municipal do PT-SP

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