Por Rui Falcão: O golpe paraguaio

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A torcida é grande e os golpistas estão animados. Mas a democracia não é jogo de futebol e o voto popular não pode ser desprezado só porque os derrotados não se conformam com o resultado das urnas. Quem perdeu vai ter que esperar outra eleição, em vez de conspirar o tempo todo, torcer contra a economia do País e apostar no quanto pior melhor, na esperança de encurtar o mandato legítimo da presidenta.

Nem a rejeição (sem base jurídica) das contas no Tribunal de Contas da União, nem a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de reabrir as contas de campanha da presidenta Dilma (já aprovadas por unanimidade anteriormente) podem ensejar o impeachment tão perseguido pela oposição conservadora e incitado pela mídia monopolizada.

Mesmo assim, as atenções voltam-se para esta terça-feira, quando se anuncia que o presidente da Câmara, acusado de ter contas em bancos suíços, colocará em discussão pedidos de afastamento da presidenta.

É bom saber que três deputados já impetraram mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para impedir que, em afronta à Constituição Federal, haja qualquer manobra para forçar uma abertura do processo de impeachment sem fundamento, visto que a presidenta não cometeu qualquer crime – nem no mandato anterior, nem no atual.

A presidenta já advertiu que o Brasil não aceitará o que se convencionou chamar de “golpe paraguaio”, ou seja, uma deposição com aparência de legalidade constitucional, articulada por um grupo de parlamentares – como aquele que, na calada da noite, derrubou o ex-presidente Lugo, do Paraguai.

O país e o governo precisam de estabilidade política para retomar o crescimento econômico com distribuição de renda, geração de empregos, inflação sob controle e redução das desigualdades.

Nossa militância deve continuar vigilante em defesa da democracia e mobilizada contra qualquer tentativa golpista!

Rui Falcão é presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores

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