A trama sinistra e há muito conhecida por todos nós avançou na última semana. Coincidência ou não, bastou os advogados de Lula protocolarem uma petição no Comitê de Direitos Humanos da ONU, contra a “falta de imparcialidade” e “abuso de poder” do juiz Sérgio Moro, para que a Justiça Federal de Brasília transformasse o ex-presidente em réu.

O objetivo, pérfido e truculento, é impedir, a qualquer custo, uma candidatura do Lula em 2018. Como a campanha de mentiras e ataques tem sido inútil para retirá-lo da liderança nas pesquisas, trata-se de tornar Lula inelegível através de uma eventual condenação – ainda que inconteste a inocência do maior líder popular do Brasil.

No documento encaminhado à ONU, os advogados que defendem o Lula (Cristiano Zanin e Geoffrey Robertson, australiano que integrou a corte de apelações da ONU) afirmam que o juiz e procuradores da Lava Jato, além de cometerem abuso de poder, violaram a Convenção Internacional de Direitos Políticos e Civis, da qual o Brasil é signatário.

Diante de tanta perseguição ao Lula – o golpe contra Dilma e as tentativas de criminalizar o PT são ações conexas –,  é preciso amplificar as denúncias, combater as mentiras, derrotar o golpe e defender nosso legado. Ninguém mudou tanto para melhor o País do que os governos Lula e Dilma. 

Conclamo nossa militância, que já esteve no ato de domingo (31) em São Paulo, a participar das duas grandes mobilizações já convocadas pelas Frentes e partidos do campo popular: o ato do dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro, e as mobilizações em todo po País marcadas para 9 de agosto.

Rui Falcão é presidente nacional do PT